Professora Maria do Carmo defende endurecimento contra facções no Amazonas

Professora Maria do Carmo defende endurecimento contra facções no Amazonas

A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas repercutiu fortemente no cenário político brasileiro e reacendeu o debate sobre o avanço do crime organizado no país. A medida ocorreu após articulação do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante visita oficial ao presidente Donald Trump nesta semana.

 

No Amazonas, a pré-candidata ao Governo do Estado pelo Partido Liberal, Professora Maria do Carmo, afirmou que a decisão internacional expõe uma realidade que, segundo ela, a população já enfrenta diariamente nas ruas, periferias e comunidades.

 

“Enquanto parte da esquerda ainda tenta relativizar o poder das facções e tratar criminosos como vítimas da sociedade, o mundo está reconhecendo aquilo que o povo já sabe há muito tempo: o crime organizado é uma ameaça direta às famílias brasileiras”, declarou.

 

Maria do Carmo destacou que o Amazonas ocupa posição estratégica nas rotas do narcotráfico internacional e afirmou que o Estado vive uma escalada de violência impulsionada pela atuação de facções criminosas.

 

“Quem mora na periferia sabe o que é viver sob o medo. Quem perdeu um filho para as drogas sabe. Facção criminosa não leva esperança, leva terror. Não leva oportunidade, leva destruição”, denunciou.

 

A pré-candidata também defendeu uma postura mais rígida das autoridades no enfrentamento ao crime organizado e criticou setores que, segundo ela, evitam tratar o problema com firmeza.

 

“A decisão dos Estados Unidos mostra que existe um limite. O crime não pode continuar sendo tratado com complacência, relativismo ou desculpas intermináveis. Entre a família e a facção, eu fico com a família. Entre o cidadão de bem e o criminoso, eu fico com o cidadão de bem. Entre as desculpas e a lei, eu fico com a lei”, disse.

 

Maria do Carmo chamou atenção ainda para investigações que apontam possíveis infiltrações de organizações criminosas em estruturas públicas. “Existem investigações gravíssimas que apontam a presença dessas facções dentro do próprio poder público, despachando ao lado de quem deveria combatê-las. Isso é inaceitável”, declarou.

 

Para a pré-candidata, o combate ao crime organizado precisa voltar ao centro do debate político no Amazonas e no Brasil.

“Se o mundo está endurecendo o combate às facções criminosas, por que ainda há tanta dificuldade em chamar o crime pelo nome? Quem não consegue escolher um lado talvez faça parte do problema que o Amazonas e o Brasil precisam enfrentar”, concluiu.

 

 

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Redacao Portal Impacto

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