Problemas respiratórios e desidratação levam Boca do Acre a decretar emergência

Problemas respiratórios e desidratação levam Boca do Acre a decretar emergência

O município de Boca do Acre decretou situação de emergência em saúde pública em razão dos impactos da estiagem, das queimadas e das ondas de calor. A medida foi publicada nesta terça-feira (03/10), no Diário Oficial dos Municípios, e terá validade de 180 dias. Entre os problemas apontados pela Prefeitura estão o aumento da procura por atendimento relacionado a síndromes respiratórias, desidratação e agravamento de doenças crônicas.

Conforme o Decreto Municipal nº 157/2026, a fumaça dos incêndios florestais tem comprometido a qualidade do ar e contribuído para o agravamento de problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes. O documento também cita o aumento da demanda por atendimentos hospitalares por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).

A situação é agravada pela redução dos níveis dos rios Purus e Acre, que compromete o transporte fluvial e dificulta o acesso de comunidades rurais e ribeirinhas. A Prefeitura também aponta problemas na oferta de água potável, com reflexos no perfil de saúde da população e ocorrência de doenças transmitidas por água e alimentos, como diarreias e parasitoses.

O decreto afirma que a combinação de calor extremo, baixa umidade, estiagem e incêndios florestais tem provocado uma sobrecarga nos serviços de Atenção Primária e de urgência e emergência. O município também relata dificuldades logísticas para transportar medicamentos, insumos médicos, oxigênio e vacinas, além de realizar remoções de pacientes em localidades isoladas.

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Redacao Portal Impacto

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