Manaus entra no período de maior transmissão da malária, alerta Semsa

Manaus entra no período de maior transmissão da malária, alerta Semsa

Pessoas que frequentam balneários, sítios, igarapés e demais áreas de lazer localizadas na zona rural de Manaus, bem como comunidades e assentamentos situados em áreas periurbanas — regiões de transição entre os espaços urbano e rural — devem redobrar a atenção quanto aos sintomas suspeitos de malária.

O alerta feito pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), está relacionado ao início do período sazonal da doença no município, época do ano em que a vazante dos rios favorece a formação de criadouros naturais do mosquito Anopheles, vetor transmissor da malária.

A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador (Dvae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, explica que o fator ambiental contribui para o aumento da população do inseto e, consequentemente, para o crescimento do número de casos da doença.

A enfermeira lembra ainda que o período sazonal da malária coincide com o início do período das férias escolares e com os meses mais quentes do ano, quando aumenta significativamente a procura por áreas de lazer localizadas em regiões com transmissão ativa da doença.

“Com o início do verão amazônico, muitas pessoas procuram áreas de lazer e permanecem expostas justamente nos horários de maior atividade do mosquito transmissor, principalmente ao amanhecer e ao entardecer. Por isso, é fundamental adotar medidas de prevenção e estar atento aos sintomas da doença”, orienta Marinélia.

Por se tratar de uma doença endêmica na Amazônia, a enfermeira aponta que a população deve suspeitar de malária sempre que apresentar febre, especialmente após frequentar áreas de risco ou permanecer em locais onde há transmissão da doença.

A Prefeitura de Manaus disponibiliza o exame para diagnóstico da malária em 55 pontos de atendimento distribuídos nas zonas urbana e rural do município.

“Com o diagnóstico precoce, é possível iniciar o tratamento imediatamente, interromper a cadeia de transmissão e reduzir o risco de complicações. A malária tem cura, mas pode evoluir para formas graves quando o tratamento não é iniciado em tempo oportuno ou quando o paciente interrompe o uso da medicação”, alerta Marinélia Ferreira.

Avatar

Redacao Portal Impacto

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *