Roberto Cidade promove dança das cadeiras no governo: Carijo na SEGOV e Sérgio Litaiff vai para AmazonasTur
O governador Roberto Cidade iniciou uma movimentação estratégica dentro da estrutura do Governo do Amazonas e promoveu mudanças consideradas altamente simbólicas na articulação política da gestão.
A principal alteração ocorreu na Secretaria de Governo (Segov), considerada uma das pastas mais sensíveis e poderosas da administração estadual, responsável pela interlocução política direta com prefeitos, vereadores, deputados estaduais, lideranças do interior e demais atores políticos.
Sai Sérgio Litaiff e entra Luiz Alberto Carijó, nome tratado nos bastidores como homem de extrema confiança do governador.
A mudança foi interpretada por analistas políticos como mais um passo de Roberto Cidade para consolidar um núcleo político próprio dentro da máquina estadual, especialmente em um momento em que o cenário eleitoral de 2026 começa a ganhar temperatura.
Sérgio Litaiff, por sua vez, foi remanejado para a Amazonastur.
Nos bastidores, a leitura política é clara: Roberto Cidade começa a ajustar peças estratégicas da engrenagem governamental mirando fortalecimento político, autonomia administrativa e alinhamento interno.
A Segov é considerada uma secretaria vital para qualquer projeto político no Amazonas. É dali que saem grande parte das articulações institucionais, negociações políticas, interlocuções com prefeitos do interior e construção de alianças estratégicas.
Ao colocar Carijó no comando da pasta, Roberto Cidade envia um recado claro ao meio político: deseja ter controle direto da articulação do governo e construir uma base cada vez mais alinhada ao seu projeto político.
A dança das cadeiras acontece justamente em um momento em que pesquisas recentes mostram crescimento do governador no cenário eleitoral para 2026, consolidando sua entrada definitiva no tabuleiro da sucessão estadual.
Nos corredores da política amazonense, a avaliação é que Roberto Cidade deixa de atuar apenas como gestor de transição e passa a imprimir cada vez mais sua própria identidade política dentro do governo.