Ao ATUAL, o presidente Frank Souza rebateu pontos levantados pelo sindicato dos trabalhadores. Sobre o percentual, afirmou que o índice de reajuste costuma ser baseado no INPC, que segundo ele está abaixo de 6% — percentual que a entidade decidiu conceder. Ele confirmou que o reajuste será parcelado para parte das categorias, com 5% imediato e 1% adicional em janeiro de 2027.
Sobre a alegação de que o crescimento de 45% na geração de empregos do setor não teria se refletido em salários, o presidente do Sinduscon-AM argumentou que o dimensionamento de uma obra não implica necessariamente aumento salarial, já que a negociação coletiva discute o piso da categoria, e não o quanto cada empresa pode pagar individualmente.
Quanto à cesta básica, Frank Souza disse que o benefício já é corrigido anualmente pelo índice econômico e lembrou que, no ano passado, o valor da cesta teve alta de 80%, o que, segundo ele, torna difícil um novo reajuste expressivo neste ano.
Sobre a substituição do benefício a trabalhadores afastados, o presidente citou o SECONT (Serviço Social da Indústria da Construção Civil), que segundo ele realiza exames, acompanhamento de normas regulamentadoras (PPRA e PCMSO) e monitoramento da saúde do trabalhador no canteiro de obras, argumentando que esse serviço supre a necessidade apontada pelo sindicato laboral.
Já sobre a cesta básica para terceirizados, Frank Souza afirmou que todos os trabalhadores têm direito ao benefício, mas que, conforme a convenção coletiva, empresas com menos de 30 funcionários não são obrigadas a fornecê-lo — o que costuma ocorrer com empresas terceirizadas de menor porte.
Questionado sobre a possibilidade de acordo antes da greve, o presidente do Sinduscon-AM disse que a entidade patronal segue aberta ao diálogo. “Nós estamos sempre abertos a discutir alguma pauta que consiga se encaixar. Não há nenhum problema, nós nunca fechamos as portas”, afirmou, lembrando que paralisações também ocorreram no ano anterior durante o mesmo período de negociação.
