Falsa professora é presa por fraudar empréstimos de idosos em Parintins
Uma mulher de 37 anos que fingia ser professora, identificada como Elizabelle Dias Lopes, foi presa preventivamente na manhã desta quarta-feira (15/07), em Parintins, suspeita de aplicar golpes financeiros contra idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Conforme a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a investigada utilizava diferentes estratégias para conquistar a confiança das vítimas, contratar empréstimos consignados de forma fraudulenta e transferir os valores para sua própria conta bancária.
Elizabelle atuava tanto na área urbana quanto em comunidades rurais do município. Segundo as investigações, a suspeita se apresentava falsamente como professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para transmitir credibilidade e facilitar a aproximação.
Em outras situações, ela abordava as vítimas oferecendo suposto auxílio para realizar cadastros em programas sociais ou verificar descontos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Após conquistar a confiança dos alvos, a investigada solicitava documentos pessoais e convencia as vítimas a realizar o reconhecimento facial no aplicativo Gov.br utilizando o aparelho celular dela. Com acesso aos dados, contratava empréstimos consignados sem autorização e, posteriormente, transferia os recursos para sua conta via Pix.
A prisão foi realizada no bairro Palmares, durante uma operação coordenada pelos delegados Adilson da Cunha Oliveira e Kenny Rebouças, em cumprimento a um mandado expedido pela Vara de Garantias Penais e de Inquéritos Policiais. Após ser localizada, a suspeita foi conduzida à delegacia e permanece à disposição da Justiça.
Prejuízos financeiros
Conforme a Polícia, os golpes provocaram prejuízos significativos às vítimas, que passaram a sofrer descontos mensais em seus benefícios previdenciários. Em um dos casos investigados, uma pessoa com deficiência intelectual teve um prejuízo de quase R$ 20 mil em apenas um contrato de empréstimo realizado de forma fraudulenta.
As investigações tiveram início após idosos procurarem a delegacia para denunciar descontos indevidos e movimentações financeiras que desconheciam. A partir das apurações, os policiais identificaram o modo de atuação da suspeita e reuniram elementos que resultaram na decretação da prisão preventiva.
