Em Jutaí, Wilson Lima destaca força da Base Arpão e cobra maior presença federal na fronteira
O candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) destacou, neste domingo (23/08), em Jutaí, a importância da Base Fluvial Arpão 1 para ampliar a segurança nos rios e proteger a população do interior. Durante agenda no município, ele também reforçou a necessidade de uma presença mais efetiva do Governo Federal no combate ao narcotráfico e aos demais crimes que avançam pelas fronteiras do Amazonas.
“A gente resolve a vida das pessoas no momento em que coloca uma estrutura como a Base Arpão para trazer segurança aos rios, dar tranquilidade ao ribeirinho e a quem passa pelos rios”, afirmou Wilson Lima.
Posicionada em Jutaí em março deste ano, a Base Arpão 1 atua no enfrentamento ao narcotráfico, à pirataria nos rios, aos crimes ambientais e à biopirataria. Somente entre março e agosto de 2026, a estrutura apreendeu mais de 100 quilos de drogas, prendeu 12 pessoas e causou prejuízo superior a R$ 4,2 milhões às organizações criminosas. Também foram apreendidas armas de fogo, munições e uma embarcação.
A defesa pelo fortalecimento da segurança na região também marcou a passagem de Wilson Lima por Tabatinga, na sexta-feira (21/08). No município localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, o candidato defendeu a criação de uma Polícia de Fronteira e afirmou que o Governo Federal precisa assumir uma participação permanente e mais firme no combate às organizações criminosas.
“Os rios da Amazônia são as nossas estradas. Há uma movimentação muito grande de ribeirinhos, o comércio acontece por meio da navegação, e eles acabam sendo vítimas das ações desses criminosos. A droga entra aqui pela fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. É por isso que, lá em Brasília, eu quero lutar pela Polícia de Fronteira para proteger a região, mas, sobretudo, dar tranquilidade para as populações que moram aqui”, declarou Wilson Lima durante a agenda em Tabatinga.
Segundo o candidato, o Amazonas possui dimensões continentais, uma extensa malha fluvial e milhares de quilômetros de fronteira internacional, o que exige uma atuação integrada entre as forças estaduais e federais. Além de ameaçar quem vive e trabalha no interior, o tráfico de drogas que utiliza os rios como rota também alimenta a violência em Manaus e nos demais municípios.
Enquanto governador, Wilson Lima implantou e ampliou as bases fluviais, entregou lanchas blindadas, viaturas e novos armamentos, além de reforçar o efetivo das forças de segurança no interior. Desde 2020, as bases Arpão 1, Arpão 2, Arpão 3, Tiradentes e Delegado José Pinto Nery já apreenderam mais de 36 toneladas de drogas, prenderam 961 pessoas e causaram prejuízo superior a R$ 1,2 bilhão às organizações criminosas.
Em Jutaí, a gestão de Wilson Lima também investiu R$ 1,7 milhão em viaturas e reforçou a Polícia Civil com cinco novos servidores aprovados em concurso: dois delegados, um escrivão e dois investigadores. O município passou ainda a contar com o Grupamento Integrado de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIP), primeira base fixa do Corpo de Bombeiros na cidade, preparada para atuar em incêndios urbanos e florestais, resgates, salvamentos e outras situações de emergência.
A estrutura recebeu uma viatura Auto Tanque Florestal, com capacidade para 10 mil litros de água, além de equipamentos de combate a incêndios. Cinco bombeiros militares foram destinados de forma permanente ao município para atuar ao lado dos brigadistas locais, ampliando a capacidade de atendimento tanto na área urbana quanto nas comunidades rurais.
Wilson Lima ressaltou que a presença do poder público no interior também precisa criar alternativas de desenvolvimento e garantir que a população possa trabalhar, produzir e transformar as riquezas da região em renda e qualidade de vida. Para o candidato, ampliar as oportunidades legais é fundamental para proteger principalmente os moradores das áreas mais vulneráveis à atuação do crime organizado.
“As pessoas querem a oportunidade de trabalhar, porque aqui a gente tem um povo muito trabalhador, que precisa ter a oportunidade de produzir. A gente precisa fazer com que o que temos de riqueza seja transformado em benefício para a nossa população. Eu quero estar no Senado porque quero fazer aquilo que um governador não consegue fazer”, afirmou.
