Em encontro com apoiadores, Dra. Shádia conta como experiência na saúde a levou à disputa política
A candidata a vice-governadora do Amazonas pelo Avante, na chapa de David Almeida, Dra. Shádia, afirmou que sua entrada na disputa eleitoral foi motivada pela experiência acumulada como médica e gestora e pela decisão de não permanecer em silêncio diante dos problemas que ainda afetam a saúde pública do Estado. A declaração foi feita na noite desta quinta-feira (20/8), durante reunião com apoiadores no bairro São Francisco, na zona sul de Manaus.
O encontro contou a presença do candidato a deputado estadual David Reis (Avante), da presidente municipal do Avante Mulher, Izabelle Almeida, e do secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis.
Servidora de carreira e médica concursada das secretarias municipal e estadual de Saúde, Dra. Shádia lembrou que nunca havia disputado uma eleição antes de aceitar o convite para compor a chapa de David Almeida. Segundo ela, a vivência no atendimento público e na gestão fez com que percebesse que algumas decisões sobre a saúde não poderiam mais ser acompanhadas apenas como técnica.
“Eu nunca fui política, nunca fui candidata, sempre fui técnica. Sou médica concursada das duas secretarias e não precisava estar falando isso, mas, como médica e como gestora, eu não posso mais aceitar calada tudo isso que está acontecendo. Eu vivi a saúde pública, conheço a realidade de quem está na ponta, de quem atende o paciente, e também conheci as dificuldades de quem precisa tomar as decisões dentro da gestão”, afirmou.
*Experiência como base*
Durante a crise sanitária, além de assumir a direção clínica de um hospital de campanha, Dra. Shádia também ficou à frente da Fundação Dr. Thomas. Posteriormente, passou a comandar a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) na gestão do ex-prefeito David Almeida.
Para ela, a experiência deixou uma marca que hoje influencia sua decisão de permanecer na vida pública. A candidata afirmou que o contato direto com pacientes e com os limites enfrentados diariamente pelos profissionais de saúde mudou sua percepção sobre a importância das decisões políticas para o funcionamento do serviço público.
“Demorei muito para entender que isso também era política. Quando você está na gestão, as decisões precisam ser rápidas, porque estamos falando de vidas. Sempre fui técnica, mas chegou um momento em que eu entendi que não bastava atender o paciente e fazer a minha parte. Era preciso participar das decisões que definem o que vai acontecer com esse paciente depois que ele sai do consultório”, afirmou.
Conforme a ex-secretária municipal de saúde, a entrada na política representa uma forma de levar para o debate público problemas que acompanha há anos dentro da saúde.
“Eu não posso mais aceitar calada. Estou falando como médica, como gestora e como servidora de carreira. Sei o que acontece com o paciente quando ele chega à unidade de saúde, sei o que acontece com o profissional que está trabalhando e sei também das dificuldades que existem dentro da gestão. É por isso que decidi estar aqui, pois acredito que posso contribuir com a experiência que construí nesses 17 anos”, concluiu.
