“E se fosse qualquer outra pessoa?”, questiona Coronel Menezes sobre caso Moraes
O candidato a deputado federal Coronel Menezes (Avante) criticou as novas revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de documentos relacionados à investigação do caso Banco Master, nesta terça-feira (1°/9).
Para Menezes, os fatos divulgados levantam questionamentos sobre a atuação das instituições e sobre a forma como autoridades públicas são tratadas diante de suspeitas e investigações.
“Essa notícia impacta diretamente o nosso Brasil perante a comunidade internacional. Imagine se fosse qualquer outro cidadão nessa mesma posição. Como seria o tratamento dado a essa pessoa?”, questionou Menezes.
Entre os elementos tornados públicos estão mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Os documentos mostram conversas entre o banqueiro e diferentes interlocutores, incluindo referências ao ministro Alexandre de Moraes e a integrantes da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGE).
Segundo informações divulgadas a partir do relatório da PF, Vorcaro teria buscado apoio de autoridades diante do avanço das investigações e demonstrado preocupação com possíveis medidas contra ele e o Banco Master.
*Esposa de Moraes*
Outro ponto que chamou atenção no material divulgado são as mensagens relacionadas ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a PF, Vorcaro demonstrava preocupação com atrasos nos pagamentos ao escritório. Em março de 2024, uma transferência de aproximadamente R$ 3,4 milhões foi realizada ao escritório, após cobranças para que o pagamento fosse efetuado.
O relatório também registra que o Banco Master mantinha contrato de prestação de serviços jurídicos com o escritório. As mensagens e os valores passaram a ser analisados no contexto da investigação conduzida por Mendonça.
Para Coronel Menezes, a divulgação dos documentos reforça a necessidade de transparência e de tratamento isonômico diante das instituições.
“Não se trata de estar acima ou abaixo de ninguém. A questão é saber se a lei e as instituições funcionam da mesma maneira para todos. Se fosse qualquer outra pessoa, a reação seria a mesma?”, perguntou.
As informações fazem parte de uma investigação em andamento e, até o momento, não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre eventual prática criminosa por parte dos envolvidos.
📷 Hércules Andrade
