Anabela Cardoso fica fora de denúncia da Operação Erga Omnes

Anabela Cardoso fica fora de denúncia da Operação Erga Omnes

ex-chefe de gabinete de David Almeida, Anabela Cardoso Freitas, ficou de fora da denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPAM), após desdobramento do processo, que foi solicitada a substituição de prisão preventiva de Anabela para medidas cautelares alternativas.

A decisão acontece no momento que o MPAM denunciou 16 investigados por integrar um “núcleo político e financeiro” da facção criminosa Comando Vermelho (CV) do Amazonas. Nesta fase da operação, Anabela não foi denunciada. Além de Anabela, outras sete pessoas não foram incluídas na denúncia.

Segundo o Ministério Público, mesmo que Anabela tenha sido indiciada em relatório policial, o órgão entendeu que as etapas de investigação à ex-chefe de gabinete e aos outros investigados presos, ainda “não se encontra madura” para o oferecimento de uma peça acusatória formal.

Entre as cautelares sugeridas estão o comparecimento periódico em juízo para informar atividades e atualizar endereço, a proibição de contato entre si e com os demais investigados, a proibição de deixar a Comarca de Manaus sem autorização judicial, além do uso de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira.

Para garantir que a apuração prossiga sem prejuízos, o Ministério Público requereu ao Juiz da Vara de Delitos de Tráfico de Drogas.

Além de Anabela, outros nomes como Alcir Queiroga Teixeira Júnior e Sander Galdencio Candido de Brito também tiveram o pedido de soltura condicional formulado

O MPAM também solicitou a utilização de provas emprestadas de outros dois processos ocorridos em 2025, que incluem laudos periciais de drogas e dados extraídos de aparelhos celulares, para reforçar o contexto da investigação atual.

Operação

As denúncias apresentadas pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) têm como base as investigações da Operação Erga Omnes, deflagrada em 20 de fevereiro, que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Amazonas e em outros estados. A ação resultou na prisão de investigados e na apreensão de carros de luxo, dinheiro em espécie e documentos. Segundo a polícia, nove suspeitos seguem foragidos, incluindo o apontado como líder do grupo.

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Redacao Portal Impacto

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