Virginia terá que explicar pix de R$ 21 milhões. Saiba tudo!
Como se sabe, Virginia Fonseca passou a integrar uma investigação que apura movimentações financeiras consideradas atípicas. O caso envolve transferências milionárias realizadas por meio de PIX e outras operações vinculadas a empresas ligadas à empresária.
De acordo com a revista Piauí, a apuração teve início após comunicações encaminhadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por instituições do sistema financeiro. Os registros chamaram atenção pelo volume e pelo perfil das operações realizadas.
Entre os pontos observados pelas autoridades estão movimentações da Talismã Digital, empresa de mídia que, na época dos fatos analisados, tinha Virginia e o cantor Zé Felipe como sócios. Atualmente, a participação societária pertence apenas à influenciadora.
Conforme a reportagem, entre março e setembro de 2024, a empresa recebeu cerca de R$ 22,4 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 21,4 milhões chegaram por meio de 44 transferências via PIX. O restante foi movimentado através de operações TED.
Ainda segundo a publicação, a maior parte dos valores teria sido enviada pela empresa AMP Pay Marketing e Negócios. Apenas cinco transferências via PIX teriam somado R$ 17,7 milhões.
Estrutura da empresa chamou atenção
A investigação também analisa características da empresa apontada como principal remetente dos recursos. Conforme os dados divulgados, a AMP Pay opera em Itajaí, Santa Catarina, e está enquadrada no regime tributário do Simples Nacional.
Esse enquadramento prevê limite anual de faturamento de R$ 4,8 milhões. Por isso, o volume das operações financeiras despertou interesse dos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Como Zé Felipe integrava a sociedade da Talismã Digital durante o período investigado, o cantor também aparece citado na apuração mencionada pela revista.
Além da Talismã Digital, movimentações relacionadas à We Pink entraram no radar das autoridades. Segundo a reportagem, há 190 operações realizadas entre novembro de 2023 e maio de 2024, totalizando cerca de R$ 502 mil.
Os depósitos ocorreram em diferentes caixas eletrônicos e agências bancárias. Embora esse modelo de recebimento possa fazer parte da rotina comercial da empresa, o fracionamento das operações motivou questionamentos por parte do sistema de monitoramento financeiro.
Defesa afirma que operações foram regulares
Em manifestação enviada à revista, a defesa de Virginia informou que os repasses feitos pela AMP Pay correspondem a contratos publicitários regularmente firmados.
Os representantes da influenciadora também afirmaram que todas as operações estão registradas, declaradas e acompanhadas das respectivas notas fiscais.
Sobre os depósitos realizados em caixas eletrônicos, a equipe jurídica explicou que os valores têm origem nas vendas efetuadas nos quiosques próprios da empresa.
“Os depósitos mencionados correspondem à parte das receitas de vendas realizadas diariamente nos quiosques próprios”, informou a defesa à publicação.
Empresária acumula negócios em diferentes áreas
Atualmente, Virginia possui dezenas de empresas registradas em seu nome. Grande parte delas foi aberta nos últimos anos, período em que expandiu sua atuação empresarial.
Entre os principais negócios está a We Pink, marca do segmento de cosméticos que tem Virginia como sócia ao lado de Samara Cahanovich Martins, Thiago Stabile e Chaopeng Tan. Segundo informações divulgadas pela própria companhia, a empresa ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em faturamento ao longo de 2025.
Até o momento, a investigação segue em andamento e não há divulgação de conclusão sobre as apurações.
Fonte: O Fuxico
Foto:Reprodução/Instagram @virginia
