Hemoam alerta para queda nas doações e pede mais voluntários em Manaus
A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) começou a aplicar, em outubro, as diretrizes estabelecidas pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, do Ministério da Saúde, que atualiza os regulamentos técnicos do ciclo do sangue e dos procedimentos hemoterápicos no país. A medida traz avanços na triagem clínica, mas exige uma mobilização direta da sociedade amazonense para garantir a sustentabilidade dos estoques públicos.
O ponto de maior atenção para o Hemoam é a vedação da chamada doação de reposição ou vinculada, modalidade em que o cidadão informava o nome ou código de um paciente internado ou com cirurgia agendada para repor os hemocomponentes. Historicamente, essa mobilização correspondia a 50% de todas as bolsas coletadas.
A diretriz nacional extingue a prática para resguardar o princípio internacional do altruísmo e do anonimato, além de evitar que voluntários omitam comportamentos de risco durante a triagem sob a pressão emocional de atender a um parente enfermo.
“Tivemos uma redução de cerca de 40% nas primeiras semanas de outubro, o que mostra que a doação ainda não faz parte da nossa rotina. Doar sangue tem de ser um hábito natural e regular, tal como praticar exercício físico. O meu apelo é para que ninguém espere conhecer quem precisa para estender o braço”, destacou a gerente de Captação de Doadores do Hemoam, Nívia França.
A meta diária do Hemoam é de 250 bolsas de sangue para garantir o atendimento em todo o Amazonas, incluindo rede pública e privada. A transição exige a consolidação de uma cultura permanente de solidariedade voluntária.
