Caso importado de sarampo acende alerta para vacinação*

Um caso importado de sarampo registrado no Rio Grande do Sul, em dezembro de 2023, acendeu um alerta importante sobre a necessidade de se manter as vacinas em dia. Mesmo sem novos registros da doença, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas que ainda não receberam o imunizante tomem a vacina, recomendada para crianças a partir de 1 ano até adultos de 59 anos. Nos últimos dois anos, esse foi o segundo registro no país da doença, que havia sido erradicada em 2016: o outro foi em 2022.
O médico infectologista Claudilson Bastos, consultor técnico do Sabin Diagnóstico e Saúde, destaca que a vacinação é o único caminho para prevenir e erradicar o sarampo, que pode ser transmitido de pessoa a pessoa, por via aérea, ao espirrar, tossir, falar e até mesmo respirar. “O sarampo é causado por um vírus da família Paramyxoviridae, com alto potencial contagioso, mas que pode ser evitado por meio da imunização, que é eficaz e segura. Por isso, é importante vacinar, principalmente, as crianças. Uma das opções disponíveis é a tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. A primeira dose deve ser aplicada no primeiro ano de vida, com o reforço feito após 15 meses”, informa.
O infectologista ainda acrescenta que adolescentes, adultos e idosos não imunizados na infância ou que não tenham a certeza da imunização devem se proteger o quanto antes para prevenir a contaminação e possíveis casos graves. Para isso, há vacinas disponíveis no SUS e na rede privada. “O Calendário Nacional de Vacinação oferece imunização para pessoas de 12 meses a 59 anos, sendo recomendadas duas doses até 29 anos e uma dose para indivíduos não vacinadas acima de 30 anos. Já o esquema da rede privada consiste em realizar a aplicação das duas doses a partir do primeiro ano de vida, sem limites, com intervalo mínimo de um mês entre elas”, afirma.

*Sintomas do sarampo*
Os primeiros sintomas do sarampo se assemelham aos de um resfriado comum ou da gripe, como tosse seca, coriza, mal-estar intenso, inflamação nos olhos (que lembra conjuntivite) e febre maior que 38 oC. O indício mais emblemático, conforme explica o infectologista, é quando as pessoas apresentam manchas na pele, sem secreção, que aparecem entre 3 e 5 dias após a contaminação. Inicialmente, as lesões surgem no rosto e atrás das orelhas e se espalham, em seguida, pelo restante do corpo.
“Devemos ficar atentos após o aparecimento das manchas, porque ela pode vir com a persistência da febre, apontando para uma possível gravidade da doença, principalmente em crianças menores de 5 anos”, informa Bastos, que acrescenta: “Há quem apresente ainda outros sintomas, como os gastrointestinais (vômito e diarreia); neurológicos, que podem evoluir para uma encefalite (inflamação cerebral); e pulmonares, com uma pneumonia viral”.

*Outras vacinas disponíveis*
Além da vacina tríplice viral, o Brasil disponibiliza outros imunizantes que previnem o sarampo: a dupla viral, que protege contra o vírus do sarampo e da rubéola e que pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto; e tetraviral, responsável por prevenir os vírus do sarampo, da caxumba, rubéola e varicela (catapora).

_Fonte: Repercussão Assessoria_
_Foto: Freepik_

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