Amazonas tem a 4ª maior tarifa aérea média do país, aponta Anac
O Amazonas está entre os estados com as passagens aéreas médias mais caras do país. Dados do Anuário do Transporte Aéreo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), referentes a 2025, mostram que o estado teve tarifa aérea média doméstica de R$ 961,30, a quarta maior do Brasil.
A tarifa média divulgada pela Anac não representa o valor de uma passagem específica, mas a média dos preços efetivamente pagos por passageiros em voos domésticos com origem em cada unidade da federação.
O levantamento mostra que os maiores valores estão concentrados na região Norte. Roraima lidera o ranking, com tarifa média de R$ 1.401, seguido por Rondônia, com R$ 1.277, e Acre, com R$ 1.153. O Amazonas aparece logo em seguida, à frente de estados como Rio Grande do Norte, Alagoas, Piauí, Amapá e Tocantins.
O cálculo considera apenas passagens vendidas ao público e exclui, por exemplo, bilhetes emitidos com milhas, tarifas corporativas, pacotes turísticos, passagens de funcionários das companhias aéreas e voos fretados. Os valores também são corrigidos pela inflação (IPCA), o que permite comparar os preços entre diferentes anos.
Os dados confirmam um desafio já conhecido por passageiros amazonenses: o transporte aéreo, muitas vezes essencial para deslocamentos dentro e fora do estado, pesa mais no bolso de quem vive na região.
A dependência do modal é ainda maior em municípios do interior, onde o acesso por estrada é limitado ou inexistente e as viagens de barco duram dias.
Críticas aos preços
No início do mês, o deputado federal do Amazonas Saullo Vianna (MDB) se manifestou sobre o assunto. Na ocasião, ele citou passagens entre Manaus e Brasília que podem chegar a R$ 7 mil, tarifas acima de R$ 4,7 mil por trecho durante o Festival de Parintins e rotas regionais, como Manaus–São Gabriel da Cachoeira, frequentemente acima de R$ 2 mil.
Saullo também criticou a qualidade dos serviços prestados pelas companhias aéreas que operam no estado e informou que a preocupação já foi levada à Anac, mas as medidas adotadas até o momento ainda são insuficientes para enfrentar o problema vivido pelos passageiros no estado.
