Janelas vedadas e hidratação: Como salvar as crianças do impacto do ar insalubre em Manaus

Janelas vedadas e hidratação: Como salvar as crianças do impacto do ar insalubre em Manaus

 

As crianças de Manaus são as principais vítimas da cortina de fumaça tóxica que encobriu a capital na manhã desta quarta-feira, 23, após uma noite de intensas queimadas na região metropolitana. Com o sistema respiratório ainda em desenvolvimento, os pequenos sofrem imediatamente os impactos do ar insalubre, que atingiu níveis críticos e acendeu o alerta vermelho na saúde pública.

Segundo monitoramento do aplicativo Selva, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o teto de poluição disparou a partir das 3h da madrugada. Das 11 estações de medição da cidade, oito indicaram qualidade “péssima” do ar. O cenário mais alarmante concentrou-se na zona sul, entre o Distrito Industrial e o Buriti, onde os sensores registraram o índice de 551,2 por volta das 5h, consolidando esta como a pior medição do ano de 2026.

*O perigo invisível dentro e fora de casa*

A vulnerabilidade infantil nesses cenários vai muito além do desconforto imediato. A médica pediatra Bárbara Taques explica o comportamento do organismo dos pequenos sob essa exposição severa: “A fumaça tem uma ação irritativa direta na árvore respiratória e prejudica a resposta imunitária natural frente a infecções. Quando os pulmões da criança são expostos a essa poluição extrema, o organismo fica vulnerável, acelerando processos inflamatórios. O que já está ruim tende a piorar rapidamente se não agirmos rápido”, adverte a especialista.

A médica alerta ainda que o perigo persiste mesmo quando as chamas dão trégua, pois os poluentes invadem o ambiente doméstico. “É preciso lembrar que os resíduos tóxicos trazidos pela poluição e pelas queimadas impregnam os ambientes e as superfícies domésticas. As pequenas partículas nocivas se depositam em móveis, sofás, cortinas e brinquedos, mantendo a criança em contato contínuo com agentes irritantes”, destaca a especialista.

*Como blindar a saúde dos filhos em dias críticos*

Para reduzir os danos à saúde respiratória dos pequenos, os pais e responsáveis devem adotar medidas imediatas de proteção:

* Feche o tempo contra o ar externo: Mantenha portas e janelas completamente fechadas para evitar que a fuligem e os gases tóxicos entrem na residência.
* Hidratação reforçada: Ofereça água, sucos e água de coco constantemente. Manter as mucosas hidratadas ajuda o corpo a filtrar e expelir as micropartículas.
* Umidificação dos cômodos: Utilize aparelhos umidificadores, espalhe bacias com água ou pendure toalhas molhadas nos quartos onde as crianças descansam.
* Isolamento de atividades: Suspenda temporariamente qualquer brincadeira, treino ou atividade física em áreas abertas ou quadras descobertas.
* Atenção aos sinais de socorro: Monitore de perto sintomas como tosse seca contínua, chiado no peito, coriza, olhos vermelhos, lacrimejamento e cansaço excessivo.
Se a criança manifestar dificuldade para respirar, cansaço ao falar ou se o esforço respiratório provocar o afundamento das costelas, ela deve ser levada imediatamente ao pronto-socorro infantil.

*Onde buscar ajuda*

Se a criança manifestar dificuldade para respirar, cansaço ao falar ou se o esforço respiratório provocar o afundamento das costelas, ela deve ser levada imediatamente ao pronto-socorro infantil. Busque atendimento em uma destas unidades 24 horas:

* Hospital e Pronto-Socorro da Criança – Zona Sul
* Endereço: Av. Codajás, 26 – Cachoeirinha
* Contato: Telefone: (92) 3612-2350
* Hospital e Pronto-Socorro da Criança – Zona Oeste
* Endereço: Av. Brasil, 989 – Compensa I
* Contato: Telefone: (92) 3672-2705
* Hospital e Pronto-Socorro da Criança – Zona Leste (Joãozinho)
* Endereço: Alameda Cosme Ferreira, S/N – São José I
* Contato: Telefone: (92) 3249-9010

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Redacao Portal Impacto

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