MP-AM repudia charge sobre morte de juíza e cobra respeito à dignidade humana

MP-AM repudia charge sobre morte de juíza e cobra respeito à dignidade humana

Notícias do Amazonas  – O Ministério Público do Estado do Amazonas divulgou uma nota pública manifestando repúdio à charge publicada pelo jornal Folha de S.Paulo que abordou a morte da juíza Mariana Francisco Ferreira.

Na manifestação, o órgão afirmou que a publicação utilizou de forma inadequada e insensível a morte da magistrada, transformando uma tragédia pessoal em alvo de ironia e debate público considerado desumanizado.

MPAM destaca respeito à dor da família
Segundo o Ministério Público, a morte da juíza, ocorrida após complicações decorrentes de um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro, exige respeito, empatia e responsabilidade no tratamento do caso.

O órgão ressaltou que o episódio gerou grande repercussão nacional, especialmente entre mulheres que enfrentam os desafios de equilibrar carreira profissional, vida pessoal e projetos familiares.

 

Nota reforça defesa da dignidade humana
Na nota, o MPAM destacou que reconhece a importância da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão e do direito à crítica dentro do Estado Democrático de Direito.

No entanto, o Ministério Público afirmou que esses direitos não podem ser desvinculados do respeito à dignidade humana, principalmente em situações envolvendo sofrimento, luto e perdas familiares.

Ministério Público cita violência simbólica
O órgão também argumentou que a exposição considerada desrespeitosa da memória da magistrada contribui para a reprodução de violência simbólica contra mulheres em espaços institucionais e profissionais.

Ainda segundo a nota, situações desse tipo reforçam práticas de desumanização e discriminação frequentemente enfrentadas por mulheres em diferentes ambientes da sociedade.

Solidariedade à família e colegas
Ao final do posicionamento, o Ministério Público do Amazonas prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas da juíza Mariana Francisco Ferreira.

O órgão reafirmou ainda o compromisso institucional com a defesa dos direitos das mulheres, da dignidade da pessoa humana e do combate a todas as formas de discriminação e violência simbólica.

Fonte: AM POST
Foto: Divulgação

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Redacao Portal Impacto

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