Garantido desconfia e Caprichoso defende modelo de carnaval do Rio para Festival de Parintins

Garantido desconfia e Caprichoso defende modelo de carnaval do Rio para Festival de Parintins

MANAUS – A Coordenação de Jurados do Festival Folclórico de Parintins propõe utilizar um banco de dados da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) como base para seleção dos jurados.

O presidente da entidade, Wanderley Pantoja, apresentou a sugestão na reunião sobre a escolha dos julgadores para a edição 2026 do festival. O encontro ocorreu nesta quarta-feira (22) em Parintins e foi promovido pela prefeitura do município,

Segundo Wanderley Pantoja, trata-se de alternativa para organizar e padronizar o processo de escolha dos analistas culturais.

Além do banco de dados, a proposta inclui a adoção de mecanismos inspirados no modelo do carnaval carioca, como a chamada “comissão de obrigatoriedade”, rejeitada pelo Boi Garantido.

O grupo folclórico contesta a forma como a reunião foi conduzida. A agremiação afirma que a convocação ocorreu durante um feriado nacional (de Tiradentes, dia 21 de abril) e sem identificação formal dos participantes, o que considera inadequado diante da relevância do tema.

Ainda conforme o Garantido, Wanderley Pantoja é irmão do artista Gereca, do Boi Caprichoso. Para o grupo, a proximidade gera dúvidas sobre a condução do processo.

O regulamento do festival estabelece que decisões dessa natureza sejam conduzidas e oficialmente comunicadas pela instância máxima da comissão organizadora, presidida pelo secretário de Cultura do Estado do Amazonas.

Outro ponto criticado pela associação é a possibilidade de que o presidente dos jurados seja uma pessoa natural de Parintins e com ligação direta à coordenação, o que, na avaliação do Garantido, pode comprometer a imparcialidade do processo.

Em nota, o Garantido informou que é contra a proposta de banco de dados da Liesa para escola de jurados do festival e argumenta que mudanças desse tipo não podem ser implementadas neste momento, pois o regulamento atual permanece vigente até o fim da edição de 2026.

O Boi Caprichoso é a favor do modelo. O presidente da agremiação, Rossy Amoedo, disse que a proposta é a mais adequada e transparente e pode ampliar a credibilidade do festival.

Segundo Rossy, os jurados são qualificados para realizar uma avaliação justa. “Essas pessoas estudam, se qualificam para julgar os itens. Só quem ganha com isso é o Festival de Parintins e os artistas”, afirmou. Ele acrescenta que, com o novo modelo, os julgadores tendem a se atualizar ainda mais sobre a festividade.

 

Fonte: Amazonas Atual
Foto: Divulgação/SEC

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