David denuncia abandono de obra habitacional de R$ 420 milhões na Comunidade da Sharp e cobra explicações do Governo do Estado
Com investimento estimado em aproximadamente R$ 420 milhões, o empreendimento habitacional do Prosamin+ na comunidade da Sharp, zona Leste de Manaus, apresenta sinais de abandono, áreas vulneráveis e famílias que seguem aguardando moradia definitiva. Durante vistoria realizada nesta segunda-feira, 22/6, o ex-prefeito de Manaus e pré-candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida, constatou a ausência de trabalhadores, falta de isolamento em parte do canteiro e estruturas expostas, classificando a situação como mais um exemplo da incapacidade do atual governo de transformar recursos públicos em resultados concretos para a população.
A intervenção integra um dos maiores projetos habitacionais e de requalificação urbana anunciados pelo Governo do Estado nos últimos anos. Segundo informações oficiais, a área da Sharp concentra investimentos estimados em aproximadamente R$ 420 milhões dentro do programa Prosamin+, financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e contrapartidas estaduais.
Durante a vistoria, David afirmou que a situação encontrada não corresponde aos recursos investidos nem à necessidade urgente de moradia das famílias afetadas.
“Estamos na comunidade da Sharp, no Distrito Industrial de Manaus. Os moradores nos chamaram e tivemos acesso ao interior da obra. O que encontramos foi um cenário de abandono. Não há trabalhadores, há estruturas expostas e muitas famílias continuam esperando a moradia prometida. O Amazonas arrecadou mais do que nunca, contraiu mais de R$ 8 bilhões em empréstimos e mesmo assim vemos obras importantes sem conclusão”, declarou.
O empreendimento prevê a construção de centenas de unidades habitacionais destinadas ao reassentamento de famílias que viviam em áreas de risco ao longo do Igarapé do Quarenta. Parte das edificações foi erguida, mas diversos setores da obra apresentam sinais de paralisação, acúmulo de água, materiais abandonados e ausência de atividades operacionais no momento da visita.
David também questionou a execução dos investimentos realizados pelo Estado ao longo dos últimos oito anos.
“São oito anos de governo, mais de R$ 245 bilhões administrados e R$ 8,1 bilhões em empréstimos contratados. A população tem o direito de saber quanto já foi pago, qual o percentual real de execução da obra e por que tantas famílias ainda aguardam uma solução definitiva”, afirmou.
*Com menos recursos, Manaus virou referência nacional em habitação e regularização fundiária*
Ao comentar a situação encontrada na Sharp, David Almeida fez um contraponto com os resultados obtidos pela Prefeitura de Manaus nos últimos anos na área habitacional.
Durante sua gestão, a capital contratou mais de 4,7 mil unidades habitacionais, avançou na regularização fundiária com a entrega de mais de 12 mil títulos definitivos e implantou projetos de urbanização reconhecidos nacionalmente. Manaus também se tornou referência para programas federais de habitação e regularização urbana.
Recentemente, durante visita à capital amazonense, o presidente da República participou da entrega de apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, cujas unidades receberam mobília adquirida pela Prefeitura de Manaus, ampliando a estrutura oferecida às famílias beneficiadas.
Além disso, a administração municipal consolidou projetos de bairros planejados, infraestrutura urbana e segurança jurídica para milhares de famílias, utilizando recursos significativamente inferiores aos disponíveis ao Governo do Estado no mesmo período.
“Não falta dinheiro. O que falta é gestão, planejamento e compromisso com quem mais precisa. Quando há prioridade e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos, as obras acontecem e as famílias recebem resultados concretos”, destacou David.
A visita à comunidade da Sharp integra uma série de fiscalizações realizadas pelo ex-prefeito em obras estaduais que, segundo ele, apresentam atrasos, paralisações ou resultados incompatíveis com o volume de recursos arrecadados e financiados pelo Governo do Amazonas.
