Parintins inicia novo ciclo de conservação de quelônios em 11 comunidades

Parintins inicia novo ciclo de conservação de quelônios em 11 comunidades

O Projeto Pé-de-Pincha iniciou um novo ciclo de conservação de quelônios em Parintins com a participação de quase 50 moradores de 11 comunidades. A capacitação ocorreu no sábado (12) e preparou os comunitários para o monitoramento de praias e manejo de ovos durante o período de vazante.

Participaram moradores de Murituba, Miriti, Parintinzinho, Laguinho, Varre-Vento, São Pancrácio, Maranhão, Parananema, Paraíso do Barro, Juruá e Terra Preta do Mamuru.

O 6º Curso de Conservação de Quelônios e Monitoramento de Praias reuniu comunitários e técnicos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Sedema).

A capacitação antecede uma das etapas mais importantes do projeto. Durante a vazante, os comunitários monitoram as praias utilizadas pelos quelônios para desova, identificam os ninhos e realizam o manejo necessário para proteger os ovos de predadores e da ação humana.

 

Parintins inicia novo ciclo de conservacao de quelonios em 11 comunidades 2

Foto: Divulgação

 

Segundo o professor Paulo Henrique, do curso de Zootecnia do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (Icsez/Ufam), após o manejo, os ovos permanecem em incubação por aproximadamente 45 a 60 dias.

Depois do nascimento, os filhotes ficam em berçários até o endurecimento da carapaça. A soltura na natureza ocorre geralmente entre janeiro e fevereiro.

Proteção comunitária

Criado em 1999, o Projeto Pé-de-Pincha desenvolve um modelo de conservação baseado na participação das comunidades amazônicas. Em Parintins, a iniciativa funciona desde o início dos anos 2000, com moradores envolvidos diretamente na vigilância das praias, proteção dos ninhos e soltura dos filhotes.

Entre as espécies protegidas estão tartarugas, tracajás e iaçás. A captura, o abate, a comercialização e a retirada ilegal de ovos de quelônios silvestres são proibidos pela legislação ambiental e estão sujeitos a multas e outras penalidades.

 

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Foto: Divulgação

 

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Wescley Tavares, a participação dos moradores é fundamental para manter o ciclo de reprodução das espécies.

“A Prefeitura reconhece e apoia o trabalho das comunidades na proteção e conservação dos quelônios. A união entre comunidades, instituições de pesquisa, órgãos ambientais e poder público é importante para garantir a reprodução e conservação dessas espécies”, afirmou.

Fonte: Portal Marcos Santos
Foto: Divulgação

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Redacao Portal Impacto

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