Amazonas está entre estados com mais municípios vulneráveis a riscos climáticos na infância

Amazonas está entre estados com mais municípios vulneráveis a riscos climáticos na infância

O Amazonas está entre os estados com maior concentração de municípios expostos a riscos ambientais e climáticos que afetam principalmente crianças e adolescentes. O estado aparece ao lado do Pará, Acre, Maranhão e Mato Grosso entre os que reúnem cidades com o maior número de indicadores classificados como de alta prioridade.

Os dados fazem parte do Painel Crianças e Meio Ambiente, lançado nesta semana pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a organização de saúde global Vital Strategies. A plataforma analisa os 5.571 municípios brasileiros com base em informações coletadas entre 2021 e 2025.

O levantamento considera 14 indicadores distribuídos em quatro áreas: qualidade do ar, infraestrutura ambiental e urbana, eventos climáticos extremos e ambiente escolar.

Em todo o país, 333 municípios, o equivalente a 6% das cidades brasileiras, foram classificados em situação de vulnerabilidade socioambiental e climática severa e multidimensional. Essas localidades apresentam alta prioridade em mais de dez dos 14 indicadores analisados.

A maior concentração está na Região Norte e no Maranhão. Entre os municípios com pior desempenho agregado, a maioria pertence ao Norte, cenário associado à dependência de atividades econômicas primárias, à baixa capacidade de resposta local e às dificuldades de expansão da infraestrutura em territórios extensos e pouco povoados.

Queimadas e baixa qualidade do ar

Na análise sobre a qualidade do ar, a Região Norte apresentou o cenário mais preocupante. Cerca de 94% dos municípios da região foram classificados como de alta prioridade devido à concentração de partículas finas acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o painel, o resultado está provavelmente relacionado à ocorrência de queimadas. O indicador considera o percentual de dias, entre 2021 e 2025, em que a poluição do ar ultrapassou os níveis recomendados.

O Sudeste também aparece em destaque nesse quesito. Embora 39% dos municípios da região estejam no nível de maior prioridade, essas cidades concentram 72% da população infantil do território. Nesse caso, a baixa qualidade do ar estaria principalmente associada ao transporte e às atividades industriais.

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Redacao Portal Impacto

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