Floresta preservada no Amazonas
O levantamento também aponta diferenças na conservação da cobertura vegetal entre os estados que integram o bioma. Em 2025, o Amazonas mantinha 94,6% de área amazônica coberta por vegetação nativa, a segunda maior proporção, atrás apenas do Amapá (95,5%).
Roraima (92,3%) e Acre (84,2%) aparecem na sequência. As menores proporções foram registradas no Tocantins (24,6%), Maranhão (49,8%), Rondônia (59,1%) e Mato Grosso (61,7%). Os percentuais consideram somente a parcela de cada estado inserida no bioma Amazônia.
Na região conhecida como Amacro, formada por municípios do Amazonas, Acre e Rondônia, a perda de vegetação nativa foi de aproximadamente 7 milhões de hectares desde 1985, uma redução de 16%. Embora represente 11% do bioma, a região concentrou 13% de toda a perda registrada no período.
A maior redução na Amacro ocorreu entre 2015 e 2025, quando foram perdidos 2,7 milhões de hectares. Desde o início da série, a área de pastagem na região ficou cerca de 15 vezes maior, com acréscimo de 6,6 milhões de hectares.
O levantamento também mostra a expansão da mineração, que passou de 32 mil hectares em 1985 para 440 mil hectares em 2025, quase 14 vezes a área registrada no início da série. Do total acumulado de áreas de mineração, 47% foram abertas nos últimos dez anos.
