*Secretaria de Cultura lança o 28º Festival de Cirandas de Manacapuru*

*Secretaria de Cultura lança o 28º Festival de Cirandas de Manacapuru*

_A cerimônia, realizada no Teatro Amazonas, contou com apresentações das cirandas Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional, e marcou o início da programação do festival_

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa realizou, nesta quarta-feira (29/07), no Teatro Amazonas, o lançamento oficial do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus). O evento reuniu representantes das três cirandas que protagonizam a tradicional disputa cultural: Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional.

O lançamento marca o início da contagem regressiva para o Festival de Cirandas, que este ano será realizado nos dias 28, 29 e 30 de agosto, no Parque do Ingá, em Manacapuru. Neste ano, o Governo do Amazonas reforçou o investimento para as cirandas, que será de 1,3 milhão para cada uma das três agremiações.

Durante a cerimônia no Teatro Amazonas, o público pôde conhecer um pouco do espetáculo preparado por cada agremiação para a edição de 2026, em apresentações antecipam a emoção e a rivalidade artística que movimentam milhares de pessoas todos os anos.

Reconhecido como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Amazonas, o Festival de Cirandas de Manacapuru representa uma das mais importantes manifestações da cultura popular amazonense, preservando tradições, fortalecendo a identidade regional e impulsionando a economia criativa do estado.

“A importância do festival é enorme, não só para Manacapuru, mas para toda a região do entorno. A economia solidária e circular que se desenvolve durante esses grandes eventos culturais é muito significativa. E o Governo do Amazonas é sempre um grande fomentador desse movimento. A gente sabe que, além do legado cultural e do sentimento de pertencimento que as cirandas nos proporcionam, um evento dessa magnitude para uma cidade como Manacapuru é maravilhoso”, destacou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Caio André.

Além do espetáculo artístico, o festival promove uma disputa marcada pela criatividade, inovação e riqueza cultural. As apresentações são avaliadas em critérios como harmonia, originalidade, evolução, alegorias e desenvolvimento do tema, transformando o Parque do Ingá em um grande palco de cores, música e tradição.

*Cirandas no Largo*

Como parte da programação que antecede o festival, o público da capital e turistas de diferentes regiões do Brasil e do exterior poderão vivenciar a tradição das cirandas de Manacapuru, durante o mês de agosto, em apresentações gratuitas no Largo de São Sebastião.

As apresentações serão sempre às sextas-feiras. No dia 7 de agosto, se apresenta a Flor Matizada; no dia 14 de agosto, a apresentação será da Guerreiros Mura; e no dia 21 de agosto, o protagonismo é da Tradicional.

A iniciativa busca divulgar o festival, valorizar os artistas e fortalecer a presença da cultura popular amazonense na capital.

*Temas de 2026*

Nesta edição, cada ciranda levará ao público um espetáculo inspirado em narrativas amazônicas, saberes ancestrais e reflexões sobre a preservação do território.

A Flor Matizada, que abre o festival no dia 28 de agosto, apresentará o tema “Witoriro, o Futuro Ancestral”, convidando o público para uma viagem entre passado, presente e futuro por meio dos conhecimentos dos povos originários, dos encantados e da força da Amazônia.

O presidente da Flor Matizada, Alexandre Queiroz, destacou a importância do apoio do Governo do Amazonas para a realização da festa e convidou a população a prestigiar o evento, tanto na capital quanto em Manacapuru.

“É muito importante esse apoio do Governo do Amazonas. Esse incentivo não beneficia apenas a festa, mas também movimenta a economia e gera oportunidades para muitas pessoas, como as costureiras, os artistas que produzem as alegorias, o pessoal que trabalha nos galpões e tantos outros profissionais envolvidos. Quero convidar toda a população para participar desse grande encontro. Vamos levar a nossa cultura para a capital e também receber um grande público durante o festival”, declarou.

No dia 29 de agosto, a Guerreiros Mura defenderá o tema “Ykawarù: A Cosmogonia do Bem e do Mal Apuricá”, inspirado nos mitos de criação do povo Apuricá, valorizando a ancestralidade indígena e a relação entre o ser humano e a natureza.

Para o presidente da Guerreiros Mura, Renato Teles, o crescimento e o fortalecimento do festival ao longo dos anos está ligado ao apoio do Governo do Amazonas. Ele também ressaltou a importância de ver as cirandas ocupando o palco do Teatro Amazonas, um dos principais símbolos da cultura brasileira e reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.

“A cultura manacapuruense cresce a cada ano que passa, e temos a felicidade de contar com pessoas à frente do Governo do Amazonas que também valorizam esse evento. Ficamos muito felizes porque sempre sonhamos em chegar a este momento, de estar neste palco (Teatro Amazonas), que recentemente recebeu o reconhecimento da Unesco. É uma grande honra estar aqui, graças a Deus, estamos podendo participar desse momento”, assinalou.

E a Tradicional encerrará o festival, no dia 30 de agosto, levando para a arena o espetáculo “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”, com uma reflexão sobre os impactos da degradação ambiental, a defesa dos povos tradicionais e a preservação da Amazônia.

O presidente da Ciranda Tradicional, Magal Pinheiro, demonstrou confiança para a edição de 2026, do Festival de Cirandas de Manacapuru, e também destacou que o apoio do Governo do Amazonas amplia as expectativas para a festa.

“A expectativa é ainda maior este ano, principalmente por causa do apoio do Governo do Amazonas. Pode ter certeza de que nós, de Manacapuru, vamos realizar um dos maiores festivais que a cidade já teve em 2026. Somos os atuais campeões e, com certeza, vamos em busca de mais uma conquista em 2026”, afirmou.

Com expectativa de atrair milhares de visitantes, o 28º Festival de Cirandas de Manacapuru reafirma sua importância como uma das maiores expressões da cultura popular do Amazonas, reunindo arte, tradição e identidade em um espetáculo que atravessa gerações.

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Redacao Portal Impacto

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